A vida tem um estranho jeito de
seguir. Às vezes parece estar sobre controle, mas é malévola até o fim. Tudo
nela é breve, e tudo é eterno.
Dos últimos doze, perdi cinco meses. Meses que sob determinado aspecto, não trazem uma lembrança boa. Algo extremamente triste; foi uma contagem de tempo que transformou algo em mim; e relembrar só pelos pontos desfavoráveis é coisa infeliz. Não que não tenha havido algo de alegre nesse recente passado, mas as infelicidades sobressaem; o lado bom não conseguiu ser melhor que o ruim. Perdi cinco meses pela estrada da vida. E tudo bem, eu já me perdoei! Até porque, há lembranças, de outro ponto desses primeiros meses, que são lindas. A exemplo, em meio a toda a névoa, tive um sonho antigo realizado; ainda que não por completo, realização que me faz arrepiar só de lembrar.
Dos últimos doze, perdi cinco meses. Meses que sob determinado aspecto, não trazem uma lembrança boa. Algo extremamente triste; foi uma contagem de tempo que transformou algo em mim; e relembrar só pelos pontos desfavoráveis é coisa infeliz. Não que não tenha havido algo de alegre nesse recente passado, mas as infelicidades sobressaem; o lado bom não conseguiu ser melhor que o ruim. Perdi cinco meses pela estrada da vida. E tudo bem, eu já me perdoei! Até porque, há lembranças, de outro ponto desses primeiros meses, que são lindas. A exemplo, em meio a toda a névoa, tive um sonho antigo realizado; ainda que não por completo, realização que me faz arrepiar só de lembrar.
Acima de tudo, o perdão que me
dei libertou-me para outra contagem de calendário. Ganhei sete meses ao
redimir-me comigo e então abrir a alma e coração ao mundo. E se não foi o
período mais lindo de todos que já vivi, certamente foi um dos mais
significativos. Cresci e mudei. Mudei para muito melhor. Uma mudança que nunca
imaginei.
Meu eterno pessimismo abriu
caminho para um “positivismo colorido”. Influência de Luzes que entraram em
mim, fantasiadas de pessoas. Sim, aprendi que pessoas são mais que corpos.
Comecei a notar almas e ver as luzes e cores que as emanam. Despi-me de boa
parte de razão para vestir-me de sentimento, sorrisos me floresceram com
intensidade tamanha e pude reconhecer o arco-íres do mundo.
Não. Nem por isso o mundo se
tornou mais bonito. Ainda é errante, problemático, doente; tanto quanto antes.
Mas algo renasceu em mim. Despertei! Ao lado de quem agora posso chamar de
Amigo, reencontrei a esperança. Vi muita gente se levantar para a luta. E ao
fazer parte de um foco dessa luta, meus olhos brilharam. – A memória mais
forte: uma noite abaixo do Viaduto.
Conceitos quebrados, visão de
mundo aperfeiçoada. Preconceitos superados – outros ainda presentes -, muito
conhecimento adquirido, muito aprendizado.
Tolerância foi palavra de ordem.
Respeito veio logo em seguida. Tudo passou a ser visto por mais de um ponto.
Toda perspectiva diferente da minha, agora é considerada. Desfiz toda a mala de
certezas para dar atenção às incertezas.
As coisas pequenas agora têm mais
valor.
Amigos, ganhei muitos. Gente linda que eu não imaginava existir. Completam-me e acrescentam. Fazem parte da força que hoje habita em mim.
Amigos, ganhei muitos. Gente linda que eu não imaginava existir. Completam-me e acrescentam. Fazem parte da força que hoje habita em mim.
Ideologias? Deparei-me com várias
- todas válidas –, eu que queria tanta uma para viver.
Eu me reconstruí, eu me
re-descobri. Então entendi – ao meu modo - o que Renato Russo quis dizer.
Um ano que ainda tem um mês pela
frente. Um ano de treze meses. Acho que podemos fazer um filme.
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Nada de apenas "propagandar". Grata.
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Acrescento: respeito é item fundamental.
(Liberdade de Expressão!)